domingo, 8 de julho de 2007

Amor amigo, amizade antiga

Há pessoas que se aproximam de nós e nada acontece.. Outras, basta um olhar, um sorriso trocado e parece que nos conhecemos a vida toda.... É algo mágico, inexplicável... Não é necessariamente apenas coisa de pele, atração física, paixão, não, não é nada disso... É uma sintonia de idéias, de pensamentos, de almas, por isso nos autodenominamos "Almas Gêmeas". Temos em comum o interesse pelo Espiritismo, ele praticante, eu uma novata estudiosa do assunto... Temos o mesmo humor sarcástico, mesmo espírito brincalhão, feito crianças sapecas, um riso fácil e uma seriedade por trás de tudo isso que os menos observadores não percebem. E somos/estamos encantados um com outro... Como cada um de nós já tem uma vida conjugal, familiar, estabelecida por vínculos duradouros, julgamos que em vidas passadas já tivemos algum laço afetivo e, metaforicamente, "nesta vida descemos do trem em estações erradas".... erradas pra nós, neste momento, mas bem acertadas pela vontade de Deus.

Começamos a nos contactar através de emails, cada um dizendo o que achava das mensagens em PPS que enviávamos um para o outro, e rindo, rindo muito com as coincidências, com as piadas que trocávamos, os ditos mais jocojos. Hoje, penso que tudo tem uma razão de ser. Deus o colocou no meu caminho pra me fazer perceber o quanto eu sou solitária... Acordo pensando em abrir meus emails e encontrar uma mensagem pra mim, ou então recebo uma mensagem e penso em encaminhar logo pra ele, achando a sua cara...

Esta semana foi tudo muito esquisito, muito irregular... Não houve muitos emails, pelo contrário, o silêncio prevaleceu e eu fiquei me sentindo muito só, angustiada, meio manca: cadê meu amigo, meu apoio afetivo, minha alma gêmea?

Volto a pensar que o fato de ter sido por toda minha vida alguém contido em suas manifestações de afetos tem como razão poupar-me dessa sensação de perda, de um abandono imaginário que me faz sentir uma boba, imbecil, frágil.

Por outro lado, reflito seriamente que devo recomeçar minha caminhada em busca do tempo perdido, rever meus amigos sem temer suas ausências, suas perdas, seus silêncios. Ninguém manda no coração e ele já foi conquistado irremediavelmente por minha Alma Gêmea, minha Raka (querida prima/irmã ) que Deus permitiu que nos reencontrássemos, Edinha cujo resgate da amizade foi acolhedor, Tutu minha priminha doce e de uma personalidade meiga, encantadora e outros que vou descobrindo e armazenando na memória do meu coração....
Realmente, nada é por acaso.

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