Dito e certo!
Eis que sigo corajosamente com meus amiguinhos atrás da Charanga, pela Rua do Amparo afora, clicando a cada rosto conhecido ora reconhecido, sob um sol escaldante e ao som daquelas musicas nostálgicas de antigos carnavais... Oh, delícia... A pretensão de ir apenas até a Praça do Rosário vai se desvanecendo, à medida que o tempo passa e o ritmo me contagia.
Chegamos a Praça dos Ex-combatentes e lá vem ela: a Lambretinha!! “Corre, corre lambretinha...” E um frenesi toma conta do povão!! Os mais cautelosos como eu, tratam logo de subir o passeio e assim se livram parcialmente da turba furiosa que serpenteia pelos paralelepípedos irregulares e dolorosamente causticantes para nossos pés!
Felizmente, alguns muitos metros depois, surge a Igreja de Santa Luzia e ali eh ponto obrigatório para uma parada, seguida de mais uma oração, um pedido de bênção, de paz! Assim podemos respirar, tomar um fôlego, tomar aquele banho que alguém solidário oferece com uma mangueira na porta de sua casa; ou comprar uma água, um “refri” ou uma “cerva” bem geladinha naquele carrinho de mão, com um imenso isopor sobre ele, cujo dono a empurrá-lo, nos segue durante todo esse trajeto, pronto para nos atender!
Vamos em frente! E agora? Ate’ onde? Alguém sugere seguir até o Bar do Cipó (desconheço o lugar!), outro at uma casa ali perto onde se toma banho e se come um bom prato de comida! Isso, enquanto aguardamos a volta do cortejo que cumpre seu percurso até o final do Trapiche de Baixo, na Praça do Riachuelo! A segunda sugestão, por ser a mais próxima, naturalmente, foi a acatada.
Entramos na casa... Epa! Casa??? Parecia que um rio passava pelo seu imenso corredor, tanta era a água ali acumulada! Na sala não cabia mais ninguém, tantas eram as pessoas que ali já apaziguavam a fome diante de um belo prato de feijão fradinho, com azeite e camarão seco. Cheiroso de dar água na boca! Mas como não me sinto a vontade diante de tanto vai-e-vem, resolvo voltar para a rua e aguardar sentada a sombra de um convidativo batente... E é ali que me chega uma informação surpreendente: tudo aquilo e' “free”, e' de graça!
A incrível dona Noquinha, moradora daquela casa localizada a Rua João Soldado 208, todos os anos, abre as portas da sua residência para os foliões da Lavagem e lhes oferece banho e almoço, sem nada cobrar!!!
Mas como??? É tanta gente!!!?? A casa fica toda suja, toda molhada!!! Que loucura!!! Que trabalheira!! E todos que já são “vezeiros” respondem: “Que nada! Se não vier é que ela fica triste, chega a adoecer! Essa é a lavagem dela! Assim ela se sente feliz!”
Pois é... Só me resta encerrar este relato com a frase que mais gosto de verbalizar quando não tenho argumento: “Isto é Santo Amaro!”
É porque isso só acontece, aqui, em Santo Amaro...
Eis que sigo corajosamente com meus amiguinhos atrás da Charanga, pela Rua do Amparo afora, clicando a cada rosto conhecido ora reconhecido, sob um sol escaldante e ao som daquelas musicas nostálgicas de antigos carnavais... Oh, delícia... A pretensão de ir apenas até a Praça do Rosário vai se desvanecendo, à medida que o tempo passa e o ritmo me contagia.
Chegamos a Praça dos Ex-combatentes e lá vem ela: a Lambretinha!! “Corre, corre lambretinha...” E um frenesi toma conta do povão!! Os mais cautelosos como eu, tratam logo de subir o passeio e assim se livram parcialmente da turba furiosa que serpenteia pelos paralelepípedos irregulares e dolorosamente causticantes para nossos pés!
Felizmente, alguns muitos metros depois, surge a Igreja de Santa Luzia e ali eh ponto obrigatório para uma parada, seguida de mais uma oração, um pedido de bênção, de paz! Assim podemos respirar, tomar um fôlego, tomar aquele banho que alguém solidário oferece com uma mangueira na porta de sua casa; ou comprar uma água, um “refri” ou uma “cerva” bem geladinha naquele carrinho de mão, com um imenso isopor sobre ele, cujo dono a empurrá-lo, nos segue durante todo esse trajeto, pronto para nos atender!
Vamos em frente! E agora? Ate’ onde? Alguém sugere seguir até o Bar do Cipó (desconheço o lugar!), outro at uma casa ali perto onde se toma banho e se come um bom prato de comida! Isso, enquanto aguardamos a volta do cortejo que cumpre seu percurso até o final do Trapiche de Baixo, na Praça do Riachuelo! A segunda sugestão, por ser a mais próxima, naturalmente, foi a acatada.
Entramos na casa... Epa! Casa??? Parecia que um rio passava pelo seu imenso corredor, tanta era a água ali acumulada! Na sala não cabia mais ninguém, tantas eram as pessoas que ali já apaziguavam a fome diante de um belo prato de feijão fradinho, com azeite e camarão seco. Cheiroso de dar água na boca! Mas como não me sinto a vontade diante de tanto vai-e-vem, resolvo voltar para a rua e aguardar sentada a sombra de um convidativo batente... E é ali que me chega uma informação surpreendente: tudo aquilo e' “free”, e' de graça!
A incrível dona Noquinha, moradora daquela casa localizada a Rua João Soldado 208, todos os anos, abre as portas da sua residência para os foliões da Lavagem e lhes oferece banho e almoço, sem nada cobrar!!!
Mas como??? É tanta gente!!!?? A casa fica toda suja, toda molhada!!! Que loucura!!! Que trabalheira!! E todos que já são “vezeiros” respondem: “Que nada! Se não vier é que ela fica triste, chega a adoecer! Essa é a lavagem dela! Assim ela se sente feliz!”
Pois é... Só me resta encerrar este relato com a frase que mais gosto de verbalizar quando não tenho argumento: “Isto é Santo Amaro!”
É porque isso só acontece, aqui, em Santo Amaro...
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