domingo, 12 de abril de 2009

A Semana Santa (2009)

Comecei minha peregrinação pelo Domingo de Ramos, indo a procissão q saiu do Derba (na entrada da cidade) e terminou na Igreja do Rosário, numa linda celebração Eucarística. Emocionante o numero de pessoas q participaram e a demonstração de fé no semblante e na atitude de cada uma delas

Na terça-feira, como faço regularmente, fui a missa das 17h (a Missa de Santo António) e fiquei para participar da Confissão Comunitária, logo após, uma vez q n tive tempo nem oportunidade de fazê-la individualmente junto ao nosso jovem vigário Padre Rogério. Precisava me preparar para a comunhão nesta Semana Santa... Sentia uma necessidade premente de fazê-lo.

Na quarta-feira, fui a Procissão do Encontro... Maria encontra Seu Filho a caminho do calvário... A imagem de Nossa Senhora das Dores sai em procissão da Igreja Matriz e a imagem de Jesus carregando a cruz, sai da Igreja do Rosário e encontram-se em frente a Maternidade (local tradicional).
E' tão sublime esse momento... E' um instante de muita emoção... O silencio prevalece e e' inevitável... Ouve-se o Canto de Verónica:
"O vos omnes qui transitis per viam:
attendite et videte si est dolor sicut dolor meus."
(Oh vós todos que passais pela via:
Vinde e vede se há dor como a minha dor)

Dali segue a procissão para a Igreja Matriz onde acontece os belíssimos atos religiosos do dia. Neste dia, após muitos anos, finalmente voltei a comungar... Havia uma certa resistência minha em fazê-lo porque n me sentia preparada

Na quinta-feira, foi a Missa do Lava-pés. Revive o momento em q Jesus, um judeu, demonstra sua humildade, ajoelhando-se e lavando os pés de seus Apóstolos... Após a missa, começa a vigília... Para isto, antes apaga-se as luzes da igreja e naquela penumbra as pessoas continuam ali orando, vigiando... E' muito triste... aterrorizante, diria ate'... Porém, não fiquei para a vigília pois ficaria muito tarde para voltar pra casa, apenas iniciei as oracoes e sai.

Sexta-feira da Paixão... Na Matriz, ainda as luzes apagadas, celebrou-se o rito eucarístico do dia e depois saímos em procissão com a imagem do Senhor Morto... O som da matraca me incomoda muito... e em determinados momentos ainda se ouve o canto das Behus e o canto de Veronica...
Enquanto o cortejo passava pelas ruas da cidade, observava discretamente o comportamento das pessoas: os mais velhos, mantinham a tradição de levantar-se ou já se encontravam de pé diante da porta de suas casas, enquanto os mais jovens, ainda nos bares, ou nas praças, sequer lançavam um olhar curioso para saber o q estava acontecendo naquele instante... sentados estavam, conversando estavam, assim permaneciam... Alguns pouquíssimos eram excecao a regra: o q devia ser exatamente o oposto, n e' verdade? Sinal dos tempos?? N sei... Ainda guardo a esperança de uma mudança nesse comportamento...
De volta a Matriz, a cerimonia de "beijar os pés do Senhor Morto" me fez recordar de quando criança q sentia um medo terrível de me aproximar e fazer isso... A experiência realmente e' um grande beneficio para todos, se junto vier a maturidade... Hoje sei o quanto e' respeitosa a simbologia desse gesto e o q ele representa para nos Cristãos ...
Bem, assim conclui minha semana... Quisera ter ido a Missa de Pascoa hoje, mas infelizmente n me aprontei a tempo e, como ameaçava chover (choveu sim depois, rapidamente, mas forte) n quis arriscar chegar a igreja e n encontrar lugar la dentro...
Como Pascoa significa "renascimento", devo afirmar que fiz a minha pascoa, assim como participei plenamente da Pascoa dos Cristãos! Obrigada, Senhor!




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