Gosto
daquele. Não gosto desse. Esse outro? talvez. O que faz a gente se interessar
por alguém? Não é só um belo par de olhos verdes. Um cabelo macio. Um corpo
sarado. A gente precisa da escuridão. EU PRECISO. Daquilo que só vemos depois
de conhecer. Mergulhar. Se perder. Ninguém quer alguém puro demais. Sabe aquela
pessoa boa, que não diz palavrão, que não odeia ninguém, que não te joga na
parede? Ela não tem graça. O perfeito perde a graça depois de uma semana. Você
já conhece tudo, já sabe de tudo, então pra que continuar? Precisamos do
mistério, da dúvida, do risco. Precisamos de tudo isso mas, ao mesmo tempo
queremos a certeza de que no final tudo vai dar certo e terá valido a pena.
Precisamos do quarto escuro com o abajur ligado. Queremos a tempestade debaixo
de um edredon bem quentinho. Sinto muito. Não dá. Não rola. Se você gosta de
tempestade, um dia vai se molhar. Se você gosta de escuro, um dia a lâmpada do
abajur queima e você vai ter que saber se virar sem a luz de segurança. Você
nunca vai ter 365 dias de certeza. Algum dia você vai parar e se questionar se
valeu a pena. Se valeu a pena tentar. Se era melhor nem ter começado. Se foi
melhor ir embora. Quem diz que nunca teve dúvidas, nunca se questionou, tá
mentindo. Dúvidas acontecem todos os dias, porque sempre temos mais de um
caminho pra escolher. Sempre podemos ir pela esquerda ou pela direita. Usar
branco ou preto. A certeza que tudo que você fez (mesmo que muitas vezes tenha
sido errado) valeu acontece quando você fecha os olhos e a primeira coisa que
você lembra é daquele abraço. Aquele. E se ele ainda te fizer sorrir, tenha
certeza, NADA FOI EM VÃO.
(Alinne
Lanzarin)

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