"… Quando chove,
ajeito-me na cama e para qualquer lado. Tudo é aconchego, dança, sono,
acalanto, bailado. O derrame da água em forma de pingos me ensina a reunir
minhas partes, minhas frações, me sugere conjunto onde houver baque, choque,
cisão. A renda líquida da chuva de outono enfeita minha varanda, sua música me
protege, é meu cortinado. A chuva emenda trincados e quem duvidará da unidade
de um temporal? Estala, chuva amiga, aprende alma: se parte, é cristal."
- Elisa Lucinda -

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