domingo, 26 de agosto de 2012


Mais um domingo, eu e minha solidão. Ouço Nana Caymmi e a fossa toma conta de mim. A fossa nada mais é que a ida ao mais profundo dos seus sentimentos, ao mais interno de seu ser e o obriga a encarar a verdade, aquela que se teima em enevoar diariamente. Lágrimas, alívio, tristeza, redenção.
 “E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário: por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo."
- Dom Casmurru-Machado de Assis -

Nenhum comentário:

Postar um comentário