terça-feira, 23 de outubro de 2012

Adeus, querido Marcão! (22/04/1963 - 22/10/2012)



"Hoje acordei cedinho...
E confesso que comecei a cantar baixinho, pensando num dia especial. A música simples, conhecida por tantas gerações era uma espécie de "beijo carinhoso" movido e motivado pela distância, entre o semiárido e o recôncavo, um fio inesquecível de amizade é sustentado através de ondas invisíveis que perduram. A música suave ainda continua comigo, e passará este dia visitando a minha casa na lembrança de você. Quero cantar agora, bem baixinho, e espero que vc a ouça:
 “parabéns pra você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos, muitos anos de vida..."
Que Deus te dê infinitos momentos especiais convergidos para a beleza de SER e ESTAR no mundo, para que vc possa levar o que vc realmente É para muitas outras pessoas que merecem e precisam te conhecer.
Feliz idade, feliz tempo, feliz vida.
Um beijo cheio de ternura.
Esteja sempre com Deus a te abençoar."

 A cada aniversário meu, esperava ansiosamente a mensagem de Marco Carneiro,  amigo especial que havia se mudado de "mala e cuia" para o semiárido da Bahia, seu sonho maior, especificamente, para Euclides da Cunha, onde magnificamente fazia o que mais lhe era prazeroso: ser educador!
A distância não promoveu a quebra da amizade, do sentimento maior de respeito e amor fraterno que sentíamos um pelo outro. Era uma combinação de almas, de bom humor, de muito deboche, da alegria de viver e da cumplicidade de uma missão em comum: educar!
Assim como viveu, irreverentemente, assim se foi. Subitamente, sem despedidas, deixando-nos em choque, esperando que tudo não passasse de um equívoco, um trote de mau gosto.
Hoje a saudade dói profunda e silenciosamente, mas permanecerá sempre em mim a sua lembrança, a sua amizade, a felicidade de tê-lo conhecido e compartilhado mais risos do que lágrimas, pois sempre acreditamos que a vida é bonita, é bonita e é bonita.  Até um dia, Marcão!

Nenhum comentário:

Postar um comentário