terça-feira, 1 de abril de 2014

  “Clarice sabia: amar é verbo sem passado. Uma vez tendo amado nunca mais se deixa de amar. Com uma inesperada segurança ela repetiu: que não existe o ter amado nem o ter vivido. Amar e viver são verbos sem pretérito.
- Amar, João, é sempre um infinito. Por isso, João, você ainda me ama. (…) Talvez você não saiba, João, mas você ainda me ama.
Amava mesmo sem nenhum amor. Amar, amar sempre. Mesmo depois de já não haver peito, o coração prossegue mesmo depois de se extinguir a última lembrança.“
- Mia Couto - 

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